Pesquisa / Organização da Pesquisa
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BIOTA

Lançado em 1999, o objetivo do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP) é conhecer, mapear e analisar a biodiversidade, incluindo fauna, flora e microrganismos, bem como avaliar as possibilidades de exploração sustentável de plantas e animais com potencial econômico, além de subsidiar a formulação de políticas de conservação dos remanescentes florestais.

O programa integra pesquisadores e estudantes de várias instituições, via internet, através do Instituto Virtual da Biodiversidade. Cientistas das principais universidades públicas paulistas, institutos de pesquisa e ONGs participam de projetos que envolvem mais de 1.200 profissionais (900 pesquisadores e estudantes de São Paulo, 150 colaboradores de outros estados brasileiros e 80 do exterior). Os 84 projetos de pesquisa apoiados até 2008 resultaram na identificação e descrição de 500 novas espécies de plantas e animais, formação de 180 mestres e 60 doutores, registro de informações sobre mais de 12 mil espécies e bancos de dados com conteúdo de 35 coleções biológicas. Um esforço traduzido na publicação de 700 artigos em periódicos científicos, 20 livros e dois atlas. (Informações disponíveis em bancos de dados abertos no site do programa. A padronização das coletas permitiu também a construção do Sistema de Informação Ambiental, que cadastra e integra as coletas de plantas ou animais realizadas no Estado de São Paulo com coordenadas geográficas, que podem ser consultadas a partir do nome científico do espécime, do nome do coletor, da localidade ou da data de coleta. Em sistema mais amplo, o SpeciesLink, estão acumulados 2 milhões de registros de dados resultantes das pesquisas ou contidos em acervos de coleções biológicas nacionais e estrangeiras.)

Até 2016, a Universidade de São Paulo contava com 120 projetos já concluídos, além de três projetos ainda em andamento, através do BIOTA.

 

BIOEN

O Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) objetiva estimular e articular atividades de pesquisa e desenvolvimento utilizando laboratórios acadêmicos e industriais para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação em áreas relacionadas à produção do Bioenergia no Brasil. O BIOEN inclui cinco divisões:

  1. Divisão de Biomassa para Bioenergia (com foco em cana-de-açúcar);
  2. Divisão de Processo de Fabricação de Biocombustíveis;
  3. Divisão de Biorefinarias e Alcoolquímica;
  4. Divisão de Aplicações do Etanol para Motores Automotivos: motores de combustão interna e células-combustível; e
  5. Divisão de Pesquisa sobre impactos sócio-econômicos, ambientais, e uso da terra.

Espera-se que as atividades exploratórias possam gerar novos conhecimentos e formar recursos humanos altamente qualificados, essenciais para aprimorar a capacidade da indústria em tecnologias dirigidas ao etanol e aumentar sua competitividade interna e externa.

Até 2010, a Universidade de São Paulo contava com 20 projetos desenvolvidos através do BIOEN.

 

GMT e Projeto LLAMA

O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) integra atualmente dois grandes projetos de pesquisa de colaboração internacional: o GMT e o Projeto LLAMA.

O GMT (Giant Magallan Telescope, ou Telescópio Gigante de Magalhães) faz parte da próxima geração de grandes telescópios que se encontra hoje em fase de desenvolvimento, devendo entrar em operação no princípio de 2020. Permitindo melhora significativa na observação de galáxias distantes e planetas extra-solares, será instalado no monte Las Campanas, no Chile. A adesão da USP ao projeto foi efetuada através de investimento da Fapesp, que após estudo e aprovação da demanda apresentada pelo IAG, passou a integrar o consórcio internacional responsável pela construção do telescópio. Os benefícios trazidos não se limitam à possibilidade de uso do equipamento. Os pesquisadores do Estado de São Paulo participarão também do desenvolvimento da instrumentação do telescópio, desafio tecnológico que incentivará e impulsionará novas pesquisas na área.

O Projeto LLAMA (Large Latin American Millimeter Array, ou Grande Arranjo Milimétrico Latino-Americano) surge de convênio firmado entre a USP, a Fapesp e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina, para a construção de um rádio-observatório, cujo fim é a instalação e operação de um telescópio capaz de desenvolver observações do Universo nos comprimentos de onda milimétricos e sub-milimétricos. Este será construído próximo à cidade de San Antonio de los Cobres, no noroeste argentino.

No Brasil, o projeto é coordenado pelo Professor Jacques Lépine do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), onde futuramente será instalado um laboratório de observação remota, facilitando o acesso dos pesquisadores do Instituto ao equipamento.

 

Experimento ALICE e BINGO

O Instituto de Física da USP (IF) encontra-se atualmente envolvido em dois grandes projetos internacionais de pesquisa, o Experimento Alice e o BINGO.

Em 2006, o Grupo de Íons Pesados Relativísticos (GRIPER) do  Departamento de Física Nuclear do IF, foi convidado a integrar o Experimento ALICE (A Large Ion Collider Experiment, ou Experimento do Grande Colisor de Íons), desenvolvido no LHC (Large Hadron Collider, ou Grande Colisor de Hádrons) do CERN. Atualmente, o grupo tem participação ativa em diversos dos projetos e atividades propostos, dentre eles o Calorímetro Eletromagnético; análises de hard probes, principalmente quarks pesados (charm e bottom) e jatos de partículas; além do programa de upgrade do experimento.

Já o Baryon acoustic oscillations in Neutral Gas Observations (BINGO) constitui-se em um radiotelescópio concebido para fazer a primeira detecção de Oscilações Acústicas de Bárions (BAO) a frequências de rádio. BAO é um método utilizado pela astrofísica para, por meio de oscilações acústicas, entender as aglomerações de galáxias e medir a expansão do Universo e a quantidade de matéria escura.

O início de sua construção está previsto para o ano de 2018. O projeto foi concebido dentro de uma iniciativa de colaboração internacional, que envolve o Instituto de Física (IF) da USP, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Fapesp - do Brasil; o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique - da Suíça; a Universidade da República - do Uruguai; o Jodrell Bank Centre for Astrophysics, a University College e a Universidade de Portsmouth - do Reino Unido.