Ultrassom associado a Laser combate a dor da Disfunção Temporomandibular – CEPID CEPOF



Depois de ter se mostrado altamente eficiente nos tratamentos de processos dolorosos causados por fibromialgia e por outras lesões osteoneuromioarticulares, tal como a artrite, o novo equipamento – portátil e de baixo custo – desenvolvido no Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (GO-IFSC/USP), que atualmente se encontra em pleno funcionamento na Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, acaba de ganhar mais um protocolo para uma nova linha de pesquisa, desta vez na área odontológica.

De fato, o tratamento das dores provocadas pela Disfunção Temporomandibular (DTM), realizados com Laser e LED, já possui trabalhos publicados na literatura científica, a exemplo do que aconteceu em 2015, quando o pesquisador do IFSC/USP, Dr. Vitor Panhóca publicou seu artigo na revista internacional “Lasers im Medical Sciences (http://eds.a.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?vid=0&sid=1d3a6b93-86bb-4a38-bf26-71a05f0fe2d4%40sessionmgr4010),  tendo verificado eficácia no tratamento da dor.

Agora, em um novo protocolo, o equipamento, que utiliza a técnica de ultrassom (US) associada ao laser, foi realizado um caso clínico, com sucesso, por um grupo de pesquisadores do IFSC/USP, entre eles o Dr. Vitor Panhóca, no tratamento de processos dolorosos causados por dores bucofaciais originadas pela designada DTM, uma inflamação provocada principalmente por bruxismo (ranger os dentes), ou pela colocação da cabeça em má posição, traumas, estresse e ansiedade, entre outras causas, podendo degenerar em doença crônica. Lembramos que a articulação temporomandibular (ATM) é a região responsável por unir a mandíbula ao osso temporal, sendo essa a estrutura anatômica que nos permite abrir a boca, sorrir, falar, mastigar e bocejar.

Prof. Vitor Panhóca


“Com efeito, atendendo a que tanto o Laser como o Ultrassom já têm vários artigos consagrados para aliviar as dores, o que fizemos foi otimizar o efeito celular e, atendendo às características da ponteira do aparelho, que é mais larga, a emissão conjunta dos dois componentes abrange uma área maior de tecidos, algo que o Laser sozinho não consegue fazer”, explica Vitor Panhóca.




A nova metodologia foi aplicada como tratamento-piloto a uma paciente que apresentou DTM, associada a fortes dores de cabeça (cefaleia secundária), tendo-se verificado que, em oito sessões (cerca de um mês), ela melhorou substancialmente todos os processos dolorosos. Esse tratamento-piloto e seus resultados foram a base para a elaboração de um artigo científico publicado na revista científica Oral Health and Dental Management (https://www.omicsonline.org/ArchiveOHDM/articleinpress-oral-health-dental-management-open-access.phpde autoria dos pesquisadores do IFSC/USP, Vanderlei Salvador Bagnato, Vitor Hugo Panhóca, Fernanda Paolillo e da fisioterapeuta Larissa Lopes, sendo que o próximo passo da pesquisa é estender o procedimento a um número maior de pacientes, consolidando assim ,ais um novo dispositivo ou técnica de tratamento para a DTM, inteiramente voltado para a sociedade, incrementando o IFSC/USP como um centro de pesquisa de excelência e de referência nacional.

Assessoria de Comunicação – IFSC/USP
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