Necropsias já detectaram novo coronavírus em testículo e glândulas salivares

A Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) tem um grupo de pesquisa que desenvolve um protocolo de coleta de tecido das vítimas da covid-19 durante a necropsia. Com isso, será criado um biobanco compartilhado entre pesquisadores, que possibilitará o estudo das manifestações sistêmicas da doença.

O professor Paulo Saldiva, do Departamento de Patologia da FMUSP, diz que o grupo já tem em torno de 22 necropsias sendo analisadas. Com os estudos, foi possível identificar que o vírus tem uma alta capacidade de disseminação para outros órgãos, inclusive testículos e glândulas salivares, o que incluiria uma potencial contaminação em relações sexuais e através da saliva – algo que ainda precisa ser investigado. Ele ressalta que, quando envolve doenças infecciosas, esse tipo de análise demanda diversas precauções para evitar a contaminação da equipe envolvida.

Acesse a reportagem completa e o áudio da entrevista com o Prof. Paulo Saldiva em: https://jornal.usp.br/ciencias/necropsias-ja-detectaram-novo-coronavirus-em-testiculo-e-glandulas-salivares/.

Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados – USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens